Desgaste Dentário

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Desgaste Dentário

A perda da superfície dentária é um processo fisiológico que ocorre ao longo da vida como consequência natural do envelhecimento. Porém quando ocorre um desgaste dentário excessivo, este fenómeno é considerado patológico e não deve ser ignorado.

O desgaste dentário pode representar uma patologia de origem multifatorial – alterações de comportamentos, dieta desequilibrada, condições médicas e múltiplos medicamentos – sendo por isso fundamental o correto diagnóstico. É também importante informar e educar as pessoas sobre as causas, sintomas e consequências para que estas sejam capazes de reconhecer o problema atempadamente.

fotografia marisa desgaste dentário

Quais os principais tipos de desgaste dentário?

Erosão: há uma perda progressiva da estrutura dentária que ocorre por erosão ácida. Este processo químico pode estar associado a fatores extrínsecos (ingestão de alimentos e bebidas ácidas) ou intrínsecos (refluxo gastroesofágico e distúrbios alimentares).

Abrasão: desgaste do dente a partir de um fator externo, como por exemplo uso desadequado da escova de dentes – força excessiva, cerdas duras – roer as unhas, entre outros.

Atrição: perda de tecido dentário como resultado do contacto com as superfícies dentárias dos dentes antagonistas – geralmente pelo cerrar de dentes com força excessiva e/ou ranger de dentes.

Abfração: consequência de forças e movimentos excêntricos na dentição. Vários fatores químicos, biológicos e comportamentais podem contribuir para este tipo de lesão.

Alguns sinais que podem indicar desgaste dentário:

  • Alteração da cor dos dentes – devido à perda de esmalte e à consequente exposição progressiva da dentina os dentes ficam mais amarelados;
  • Perda de anatomia / Fissuras e fraturas dentárias Sensibilidade dentária
  • Diminuição da dimensão vertical – com comprometimento estético e funcional
  • Aumento do risco de cárie dentária

Quais as soluções para este tipo de problema?

Antes de delinearmos qual o tipo de tratamento a executar, devemos primeiro compreender a etiologia da situação clínica, salientando que a prevenção é sempre o melhor tratamento.

Em alguns casos, não é necessário intervir apenas monitorizar. Já em situações avançadas, a terapêutica passa pelo restabelecimento da estrutura dentária perdida, podendo incluir restaurações em resina composta ou até mesmo cerâmica. No entanto, antes de iniciar qualquer reabilitação é necessário eliminar maus comportamentos e possíveis causas de desgaste dentário.

Por isso, é fundamental que procure o seu médico dentista o mais rápido possível para que as causas sejam identificadas e, posteriormente, controladas de forma adequada.

Conheça também a nossa página de Facetas Dentárias!

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    Sensibilidade Dentária – Tudo o que precisa saber!

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    Sensibilidade Dentária – tudo o que precisa saber

    Já alguma vez sentiu dor e/ou desconforto nos dentes ao ingerir alimentos frios ou quentes? Então este artigo é do seu interesse.

    A sensibilidade dentária é um problema de saúde oral muito comum. Embora se manifeste de forma variável, surge predominantemente como uma dor aguda de curta duração e momentânea. Em alguns casos os sintomas podem desaparecer gradualmente sem necessidade de qualquer tipo de intervenção. Contudo, noutras situações mais severas pode causar um grande desconforto, podendo mesmo condicionar os hábitos de higiene oral e verificar-se a necessidade de um tratamento adequado.

    Atualmente, são identificáveis várias causas para o surgimento desta condição sendo, por isso, possível controlá-la eficazmente. Vejamos então quais as principais causas desta dor e como agir por forma a preveni-la e tratá-la adequadamente.

    Como já referi, a sensibilidade dentária é uma condição oral dolorosa que varia de dor leve a insuportável e de curta duração que surge quando há uma exposição da dentina (camada interior do dente). A dentina é constituída por uns túbulos que fazem a ligação do nervo (no centro do dente) ao meio externo. Assim, quando estes túbulos estão desprotegidos e recebem certos estímulos reagem provocando dor. Os estímulos responsáveis pelo desconforto são, tipicamente, térmicos (frio e/ou quente), mecânicos/tácteis e até químicos (doces e ácidos).

    Quais as causas? A exposição da dentina pode ocorrer por diversos fatores, sendo os mais comuns:

    1. Escovagem incorreta: Ao utilizar uma escova de dentes com cerdas duras ou higienizar com demasiada pressão corre o risco de desgastar o esmalte dentário e provocar uma recessão gengival, aumentando a possibilidade de exposição da dentina.
    2. Placa bacteriana: A presença de placa bacteriana ao redor do dente e junto à gengiva provoca inflamação dos tecidos gengivais. Se esta inflamação se agravar pode causar perda óssea e recessão gengival que, consequentemente, irá expor a dentina.
    3. Doenças gengivais: A Gengivite e a Periodontite manifestam-se pela inflamação dos tecidos gengivais que podem conduzir à perda das estruturas de suporte do dente, deixando as raízes dentárias e a dentina mais suscetíveis e vulneráveis.
    4. Pastas dentífricas abrasivas: Algumas pastas disponíveis no mercado contêm agentes abrasivos (sílica) que pode causar desgaste da estrutura dentária podendo agravar ou desencadear a sensibilidade dentária.
    5. Elixires: O uso excessivo de alguns tipos de elixires (acídicos e com álcoois) podem agravar o desconforto.
    6. Cáries: As cáries num estado mais avançado podem afetar a dentina, aumentando a sensibilidade dentária. Se estas lesões se localizarem junto à gengiva, mais facilmente atingem a dentina.
    7. Alimentos e/ou bebidas ácidas ou açucaradas: A ingestão de alimentos ou bebidas com elevada acidez (citrinos, tomate, refrigerantes,…) podem provocar a erosão do esmalte dentário que, consequentemente, irá expor e fragilizar a dentina.
    8. Tratamentos dentários recentes: Alguns tratamentos podem causar uma sensibilidade dentária temporária como, por exemplo, o branqueamento dentário, destartarizações e restaurações.
    9. Dentes partidos e/ou reabilitações danificadas: Além da sensibilidade expectável pela maior exposição da raiz e/ou dentina, pode ser um local de maior acumulação bacteriana e, consequentemente, provocar inflamação dos tecidos gengivais e da polpa do dente, causando dor.
    10. Bruxismo: Ranger os dentes pode desgastar o esmalte, expondo a dentina do dente.

    Então, como podemos prevenir? São várias as terapêuticas disponíveis para prevenir e tratar a sensibilidade dentária que, dependendo do caso, permitem atenuar ou até mesmo resolver os sintomas.

    Ter sensibilidade dentária não se traduz num consequente tratamento desconfortável e complicado. A verdade é que muitos casos podem ser facilmente resolvidos através de uma boa higiene oral com uso de uma pasta dentífrica adequada. Além disso, é de relembrar que os próprios constituintes da saliva também ajudam na remineralização do esmalte dentário.

    A escolha de uma escova de dentes é muito importante. Deve usar uma escova com cerdas intermédias ou até mesmo macias, desta forma minimiza o desgaste dentário e o trauma gengival.

    Os dentífricos também devem ser adequados às necessidades do próprio individuo. Pessoas com sensibilidade dentária devem evitar, por exemplo, pastas dentífricas com agentes branqueadores e utilizar dentífricos com propriedades dessensibilizantes, uma vez que têm como objetivo obstruir os túbulos da dentina de forma a evitar a propagação da dor.

    Caso o desconforto precista e a dor se mantenha contínua, deverá consultar o seu médico dentista para que possa descobrir a causa, colmatar eventuais maus hábitos que possam estar na origem da dor e, assim, resolver o problema adequadamente. Os tratamentos poderão passarpela aplicação de vernizes de flúor ou outros dessensibilizantes, restaurações e, em casos mais extremos, poderá ser necessário a desvitalização do dente.

    Já diz o ditado, é melhor prevenir que remediar. Para tal, tenha em nota as possíveis causas (enumeradas acima), faça uma correta higiéne oral e visite regularmente o dentista, aconselhando-se e seguindo as recomendações de como prevenir e/ou tratar a sensibilidade dentária.

    Dra. Raquel Brandão Carvalho

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      Como higienizar Próteses sobre Implantes Dentários

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      Como higienizar Próteses sobre Implantes Dentários

      Uma solução segura para a substituição de um ou mais dentes perdidos é a colocação de implantes dentários e, posteriormente, a reabilitação sobre os implantes dentários.

      Os cuidados de higiene oral que temos com as reabilitações sobre implantes dentários, devem ser iguais ou ainda mais exigentes do que com os dos nossos dentes naturais, de forma a evitar a acumulação de placa bacteriana e, assim, evitar o desenvolvimento de doenças circundantes aos implantes dentários, como por exemplo a mucosite peri-implantar ou a peri-implantite.

      A variedade de utensílios de higiene oral é imensa e, por isso, é necessário conhecer os instrumentos disponíveis e compreender como utilizá-los para conseguir higienizar da forma mais eficiente possível.

      Escova de dentes

      A escova de dentes pode ser manual ou elétrica. Esta contribui para o controlo mecânico da placa bacteriana, porém não é suficientemente eficaz na eliminação total da placa bacteriana sendo para isso necessários instrumentos complementares.

      Uma questão frequente é se as escovas elétricas são tão ou mais eficazes do que as manuais. O facto de estas apresentarem uma cabeça mais pequena facilita a higienização em locais de mais difícil acesso, por exemplo, na face mais posterior dos últimos molares, por isso, pode ser sim uma alternativa mais vantajosa.

      Nunca esquecer, a escovagem deve ser realizada no mínimo 2 vezes por dia.

      Instrumentos complementares

      Existe uma grande variedade de instrumentos que complementam a escovagem. Devem ser utilizados 2 vezes por dia e a sua utilização deve ser adaptada ao tipo de reabilitação e destreza manual de cada utilizador.

      1. Fio dentário

      O fio dentário é imprescindível na higienização interdentária. Assim, existem fios específicos para implantes dentários que permitem higienizar ao redor do implante dentário. Este deve ser inserido dos dois lados, abrangendo toda a área de superfície deslizando suavemente em direção à gengiva.

      2. Escovilhões

      Tal como o fio dentário, o escovilhão higieniza as superfícies entre os dentes. A grande vantagem da utilização dos escovilhões é que estes permitem a  remoção de placa bacteriana em áreas estreitas ou de difícil acesso com maior facilidade pois não exigem tanta destreza manual comparativamente ao fio dentário.

      Existem vários tamanhos disponíveis. O objetivo é que o escovilhão esteja bem-adaptado ao espaço existente. Sendo assim, podem ser necessários diferentes tamanhos consoante os variados espaços interdentários.

      No caso de ter dúvidas na escolha do mais adequado fale com o seu médico dentista.

      3. Sistema de irrigação (jato de água)

      Os sistemas de irrigação auxiliam na remoção da placa bacteriana, podendo ser utilizados apenas com água ou com soluções antisséticas. São muito úteis para a higienização de zonas de difícil acesso, onde os outros instrumentos não conseguem chegar por si só.

      São fáceis e seguros de utilizar, contudo não substituem a escovagem e os outros instrumentos complementares.

      A manutenção das reabilitações sobre implantes dentários depende muito do controlo da placa bacteriana sendo, por isso, fundamental a utilização e conjugação de vários instrumentos de higiene oral. No entanto, para que a utilização seja segura e eficaz é necessária a adequada instrução e motivação dos pacientes.

      Se ainda tem alguma dúvida sobre este tema, agende já consulta.

      Drª Raquel Brandão Carvalho

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        4 Dicas para um Sorriso Invejável

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        4 Dicas para um Sorriso Invejável

        O nosso sorriso é essencial para garantir o nosso bem-estar. E, para garantir que nada falha e tenha ainda mais motivos para sorrir, deixamos quatro dicas simples que deve seguir para ter um sorriso saudável e invejável.

        1. Cuidados com a alimentação

        • Atenção aos refrigerantes e gelados – este tipo de alimentos açucarados tem um consumo crescente nesta estação.

        Estes alimentos estimulam a proliferação das bactérias orais formando o biofilme (placa bacteriana) mais fácil e rapidamente, o que pode resultar em problemas futuros.

        • Enriqueça a sua alimentação com frutas e vegetais – frutas como a maçã e pêra ajudam na limpeza mecânica dos dentes.

        Já os citrinos, como a laranja, são ricos em vitamina C ajudando na formação de colagénio e, consequentemente, na boa manutenção dos tecidos gengivais, mas é preciso ter cuidado pois quando consumidos em excesso contribuem para a erosão ácida que pode levar a uma perda de estrutura e aumento da sensibilidade dentária.

        • Modere o consumo de café, chá, refrigerantes, assim como qualquer outro alimento que seja bastante pigmentado – estes podem levar ao escurecimento dos dentes.

        • Não exagere no consumo de álcool – a presença de álcool na boca reduz a produção de saliva fazendo com que ocorra maior acumulação de placa bacteriana aumentando o risco de incidência de cáries e outros problemas orais, como o mau hálito.

        2. Não descuide da higiene oral

        • Nunca é demais relembrar que o sucesso da higiene oral reside em dois fatores: a técnica e a frequência da escovagem.

        Por mais vezes que escove os dentes, se não o fizer corretamente, ou seja, se não utilizar uma boa técnica, a eliminação da placa bacteriana pode não ser bem sucedida e, consequentemente, aumentar a probabilidade de incidência de problemas orais.

        • Não devemos esquecer a higienização entre os dentes e isso só se consegue com a utilização do fio dentário e/ou escovilhões.

        Este procedimento deve ser aplicado em todos os espaços interdentários, como complemento à escovagem, pelo menos uma vez por dia.

        • A escovagem da língua deve fazer parte da sua rotina diária. É lá que se acumulam muitas bactérias e restos alimentares.

        Sabia que a língua pode ser a responsável por aquele mau hálito que teima em não desaparecer?

        E o que fazer quando não tem tempo de escovar os dentes? Como solução, pode mastigar uma pastilha elástica sem açúcar ou que contenha xilitol (adoçante natural). Isto vai aumentar a salivação tendo uma ação de limpeza instantânea.

        3. Dentes mais brancos

        Todos desejamos um sorriso bonito e dentes brancos, sendo este considerado como um padrão de beleza, saúde e até juventude.

        E qualquer pessoa com boas práticas de higiene oral e boa saúde oral pode realizar um branqueamento dentário, alcançando assim um sorriso mais branco e uniforme de forma rápida, eficaz e segura.

        4. Um novo sorriso

        Por vezes, o sorriso que desejamos não é alcançável com apenas um branqueamento dentário pois é necessária alguma correção de pequenas imperfeições, por exemplo de posição, alinhamento, forma ou até cor.

        Porém, existem várias soluções, nomeadamente, a colocação de facetas dentárias.

        As facetas dentárias funcionam como finas “capas” que são aplicadas e coladas nos dentes naturais, permitindo desta forma transformar o seu sorriso.

        É importante salientar que em nenhuma estação do ano deve descuidar da sua saúde oral, pois todos os cuidados que tem não devem mudar.

        Assim, não se deve esquecer de realizar consultas periódicas no seu médico dentista, pelo menos de 6 em 6 meses, para detetar, atempadamente, qualquer problema que possa surgir e não esquecer que, sorrir é sempre o melhor remédio.

        Tem dúvidas? Então fale connosco, estamos aqui para ajudar!

        Dra. Raquel Brandão Carvalho

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          Natal – Cuide da sua Saúde Oral: 5 Truques para Salvar os Dentes

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          Natal – Cuide da sua Saúde Oral: 5 Truques para Salvar os Dentes

          Dezembro é a época dos doces e excessos.

          Por isso, devemos tomar algumas precauções durante este mês para cuidarmos bem dos nossos dentes e da nossa saúde oral!

          • Coma os doces junto às refeições, preferencialmente após o almoço, e
          evite os chocolates antes de ir dormir;

          • Hidrate-se bem;

          • Não corte/rasgue os laços dos presentes com os dentes;

          • Cumpra a rotina de higiene oral – escovar os dentes pelo menos 2 vezes por dia durante 2 minutos. Não esquecendo o fio e/ou escovilhão dentário;

          • Marque consulta de rotina no Médico Dentista para o início do próximo ano.

          Drª Raquel Brandão de Carvalho

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            Tem mau hálito? Saiba como acabar com ele

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            Tem mau hálito? Saiba como acabar com ele

            O mau hálito, também conhecido por Halitose, afeta a qualidade de vida dos indivíduos pois acarreta um impacto na coexistência social, pessoal e profissional, significativo, traduzindo-se numa redução da autoestima.

            As causas do mau hálito são diversas:

            • estado de saúde geral;
            • condição física;
            • presença de patologias orais e/ou sistémicas;
            • hábitos alimentares;
            • medicamentos;
            • fatores ambientais;
            • estilo de vida.

            Então como podemos tratar e/ou reduzir o mau hálito?

            Beba água

            A boca seca é o ambiente ideal para as bactérias causadores do mau hálito. Isto devese ao facto de elas serem anaeróbias, ou seja, gostam de ambientes com pouco ou nenhum oxigénio.

            Por esse motivo, é importante que beba pelo menos 8 copos de água por dia.

            Evite alimentos ácidos e açúcar

            Evite bebidas ácidas e açucaradas como refrigerantes e café, porque as bactérias alimentam-se destes substratos. Além de que desidratam o organismo.

            Faça uma boa higiene oral

            Uma higiene oral inadequada conduz à formação de placa bacteriana e, como já discutimos, podem conduzir a gengivite ou periodontite.

            Esta situação aliada à presença de bactérias potenciadores de mau hálito é a receita para mau odor. Não se esqueça de escovar a língua.

            Faça um check-up

            Doenças sistémicas, como a Diabetes Mellitus, ou a toma de certos medicamentos afeta a produção salivar provocando boca seca. Visite o seu médico de família e faça um check-up geral.

            Evite o cigarro e o álcool

            Além de originarem mau hálito, diretamente, provocam redução do fluxo salivar e podem incitar e/ou agravar a doença periodontal.

            Drª Raquel Brandão Carvalho

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              Bruxismo, afinal o que é?

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              bruxismo

              Bruxismo, afinal o que é?

              O bruxismo é definido como uma ação inconsciente ou involuntária de ranger os dentes, normalmente durante o sono.

              Este é de facto um distúrbio caracterizado pelo ranger, mas também pelo apertamento dos dentes de forma involuntária, causando uma sobrecarga nos músculos da mastigação que pode provocar desgaste dentário, comprometendo assim, a saúde oral.

              As causas não estão completamente definidas, embora se associe principalmente as seguintes:

              • Ansiedade;
              • Stress e/ou frustração;
              • Desalinhamento dentário;
              • Efeitos secundários de medicamentos – (ex. antidepressivos);
              • Complicações de doenças sistémicas;
              • Consumo excessivo de álcool ou cafeína;
              • Hábitos tabágicos.

              Como principais sintomas, identificamos:

              • Dores de cabeça;
              • Dor/desconforto da articulação temporomandibular (região à frente do ouvido);
              • Dores nos músculos da mastigação (acordamos com a sensação de estar a mastigar a noite toda);
              • Limitação da abertura da boca;
              • Rigidez dos ombros e cervical;
              • Desgaste dentário (numa fase mais tardia);
              • Perturbação do sono.

              O importante é descobrir se sofre ou não desta parafunção para travarmos os seus efeitos o mais cedo possível. E como é que se diagnostica? Se dormir acompanhado/a questione se range os dentes (faz barulhos). Além disso, durante a consulta o médico dentista pode observar alguns sinais característicos do bruxismo que pode ainda confirmar com o auxílio de um estudo do sono.

              As consequências do bruxismo podem ser controladas com algumas alterações do comportamento e com o uso de uma goteira miorrelaxante que protege os dentes do desgaste e reduz a atividade muscular. A goteira é uma solução rápida que minimiza a dor, caso exista, e evita danos permanentes. Porém, a origem do bruxismo deve ser sempre averiguada para que possa ser tratada.

              Escrito por Raquel Brandão Carvalho

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                Afinal o que é o Tártaro?

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                tártaro

                Afinal o que é o Tártaro?

                O tártaro dentário é a calcificação da placa bacteriana (descrito no artigo anterior) ou biofilme dentário que se localiza na superfície dos dentes. Este pode, também, formar-se por baixo da gengiva (tártaro infragengival).

                Como o tártaro é poroso, propicia a maior e mais rápida propagação da placa bacteriana (que adere mais facilmente) o que, por sua vez, pode facilitar o desenvolvimento de cáries, gengivite, periodontite e mau hálito.

                A presença de tártaro na cavidade oral não só pode prejudicar a saúde dentária e periodontal, como pode tornar-se num problema estético. Ao contrário da placa bacteriana, que pode e deve ser removida diariamente pelos pacientes, o tártaro deve ser removido no consultório pelo médico dentista.

                E como podemos evitar a formação do tártaro dentário?
                Basta uma escovagem adequada – que será descrita no próximo artigo…

                Escrito por Raquel Brandão Carvalho

                Placa bacteriana, o que é isso?

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                placa bacteriana

                A Placa bacteriana, o que é isso?

                A placa bacteriana é uma película, inicialmente, não visível repleta de bactérias que se forma sobre os dentes, especialmente na transição do dente com a gengiva.

                As bactérias utilizam os nutrientes que ingerimos na alimentação para se desenvolverem e propagarem, formando complexos bacterianos cada vez maiores.

                Quando a placa bacteriana não é removida adequadamente pode-se formar o tártaro dentário que será discutido no próximo artigo.

                Para evitar a formação da placa bacteriana devemos:

                •  escovar os dentes corretamente, no mínimo duas vezes ao dia;
                •  utilizar o fio dentário e / ou escovilhão diariamente para eliminar a placa bacteriana que se acumula a nível interproximal (entre os dentes);
                •  ir ao médico dentista de 6 em 6 meses.

                Escrito por Raquel Brandão Carvalho

                O que é o Cancro Oral

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                cancro oral

                O que é o Cancro Oral?

                O cancro da cavidade oral e da orofaringe é o 6º cancro mais comum no mundo e está classificado como o conjunto de tumores malignos que surgem na cavidade oral, lábios e/ou garganta, incluindo as amígdalas e faringe. As localizações mais frequentes são o pavimento da boca (mucosa sob a língua), bordo lateral da língua e palato mole.

                O cancro oral surge mais frequentemente em homens após a 4ª década e o consumo de tabaco representa o principal fator causal do cancro oral, especialmente quando associado ao consumo excessivo de álcool.

                Aproximadamente 80% dos doentes diagnosticados com cancro oral têm historial de tabagismo, portanto, indivíduos fumadores apresentam um risco 5 a 7 vezes superior de desenvolverem esta patologia quando comparados com não fumadores.

                O diagnóstico tardio é, em grande parte, responsável pelo elevado índice de mortalidade. Cerca de 6 em cada 10 doentes morrem nos 5 anos após a data do seu diagnóstico. Assim, com a deteção precoce e tratamento oportuno e adequado a taxa de sobrevivência a 5 anos poderá aumentar.

                É importante estar atento e saber que o cancro oral pode manifestar-se sob diferentes formas como, por exemplo, manchas brancas ou avermelhadas, massas endurecidas, úlceras ou nódulos persistentes, mobilidade dentária, dor, parestesia (perdas de sensibilidade), dificuldade ou dor ao mastigar e/ou deglutir, halitose, problemas na fala, zonas de crescimento tecidular, gânglios linfáticos aumentados (linfadenopatia), entre outros sinais e sintomas. A maioria das lesões são indolores inicialmente, tornando-se progressivamente dolorosas.

                cancro oral

                O tratamento do cancro oral é realizado com cirurgia e/ou radioterapia, e quanto mais cedo for detetado mais simples e rápida será a recuperação. Deste modo, é vital que se realize um adequado diagnóstico através de exame visual e palpação das estruturas orais e adjacentes (periorais), juntamente com exames complementares tais como radiografias, TAC entre outros. Em casos inconclusivos é aconselhada a realização de uma biopsia à lesão que permite a confirmação do diagnóstico.

                Muitos dos sinais e sintomas do cancro oral são comuns com outras doenças, por isso, é essencial que procure e os descreva ao seu médico de família e/ou médico dentista.

                A chave do tratamento é o diagnóstico precoce, assim faça o rastreio e previna o cancro oral. E como fazê-lo? Visite o seu médico dentista pelo menos duas vezes por ano.

                Escrito por Raquel Brandão Carvalho

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